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Gabriel Paz
MENSAGENS : 12

REPUTAÇÃO : 10

[TEXTO] Relato do Conde do monte cristo. Pt 3.

em 7/4/2018, 23:19
CONTINUANDO... 
(Parte 3)-Cavando no Fundo do Poço
por Conde de M. Cristo em 08 Nov 2011, 00:59

Bom, ainda no começo de 2006,depois de ter descoberto tudo que a Aline me fez, lhe tirado satisfações e ela acabar assumindo que o fez e invertendo a culpa de tudo para cima de mim, eu,  paspalhão matrixiano ao quadrado assumi essa culpa e estava me achando um bosta, fracassado, que não fui homem suficiente com ela, não lhe dei a devida atenção. Enfim, estava arrasado e amargurado. 
Os primeiros dias após isso se seguiram de forma arrastada. Não tinha ânimo para trabalhar, ia a pulso/a força por que tinha que ir mesmo. Não dormia esses dias mais no meu quarto pois nele tinha a cama de casal em que passávamos juntos os fins de semana e me remetia a lembranças dela, estava dormindo no quarto do meu irmão. 
A essa altura, obviamente meus pais já sabiam de tudo, mesmo porque nem se quisesse não conseguiria disfarçar.
Dias depois, uns três dias eu acho, eis que ela me liga, de manhã na minha loja. Era um Domingo. Me perguntou como eu estava e aquela coisa toda. Lhe disse que estava indo, me recuperando, mas que ia ficar bem. Ela me disse que estava muito chateada com toda aquela situação, que não esperava que tomasse esse rumo. Que estava com saudades, que viu que ainda gostava muito de mim, que me amava. Nisso eu lhe fui recíproco, disse que estava com muita saudade, a amava muito também. Que tinha refletido sobre tudo o que tinha acontecido e que concluí que não estava sendo um bom namorado ultimamente com ela, não a estava valorizando como deveria, deixei a relação cair na rotina. Ela me disse para nos encontrarmos à noite naquele dia para conversarmos. Ela me disse que estava na casa de uma amiga, que quando ela voltasse iria descer em uma estação de Metrô e lá nos encontraríamos. Bom, se passou o Domingo, fechei a loja, passei em casa e tomei um banho, me arrumei e fui lá buscá-la. Cheguei na estação e lá estava ela me esperando. Ela entrou no carro e nos abraçamos e nos beijamos, falando da saudade que estávamos um do outro. Parti para irmos a algum barzinho. Ela me pediu para passarmos no shopping pois ela queria ir numa loja trocar um cartão presente que tinha ganho no serviço. Nesse meio tempo, no caminho conversamos algumas coisas. Eu, bestão, na esperança de voltarmos novamente
lhe perguntei sobre o outro cara, se ela ainda estava com ele. Ela me disse que tinha saído com ele uns dias atrás, mas era uma relação sem futuro, ele tinha a noiva e ele deixou bem claro a ela que não largaria dela. 
Chegamos fomos numa livraria e lá ela ficou o tempo todo na parte de livros esotéricos. Teve um que ela se interessou,  se não me engano se chamava “Encantamentos de Amor” ou algo assim. Só para frisar, ela acredita muito em coisas esotéricas, feitiços, simpatias, macumbas e toda essas merdas inúteis.
Ela decidiu levar esse livro. Pensei comigo: “Caralho, se ela está levando esse livro é porque ela pensa em fazer algum tipo de magia para tentar separar o cara da noiva, na esperança dela ficar com ele. Saímos dali, fomos a um boteco e tomamos umas cervejas. Ficamos ali mais ou menos 1 hora. 
Nesse tempo lhe perguntei o porque do livro. Ela disfarçou e me disse que era para ter mais sorte no amor e tal. Demos uns beijos, uns amassos. Ela me disse que não queria dormir aquela noite na casa dela pois tinha discutido com a mãe e não queria vê-la naquele momento. Lhe sugeri irmos a um Motel. Ela me disse que tudo bem, mas que não iria rolar nada, que ela estava cansada e chateada/sem clima com tudo o que havia acontecido. Eu disse que tudo bem e fomos. Na verdade eu,  otário, concordei mesmo ela falando isso na esperança de ao chegar lá e ficarmos a sós acabasse rolando alguma coisa. Errado!
Chegamos lá, tiramos as roupas, ela ficou só de calcinha e sutiã e eu só de cueca e camiseta. Deitamos na cama e liguei a TV. Comecei a querer beijá-la e tal e ela se levantou disfarçadamente e foi ao banheiro. Voltou,  pegou o livro da bolsa e começou a ler. Eu a chamei para deitarmos juntos, ela pediu para eu a esperar que ela estava dando uma olhada no livro, que já ia. Nisso, fiquei assistindo a TV e como estava cansado acabei pegando no sono e dormi. Acordamos no dia seguinte, estava chateado e constrangido com aquela situação. Ir para o motel, ficar seminus os dois e não rolar nada foi demais, me senti sem bolas e pinto naquele momento. Fui deixá-la em sua casa e fui para a minha loja. 
A semana se seguiu, nos falávamos todos os dias pelo telefone. Óbvio que era eu quem mais ligava. Eu pus na minha cabeça naquele momento que eu deveria lutar por ela, reconquistá-la a qualquer custo, acreditava que o amor seria maior que qualquer problema e superaria tudo. Queria vê-la no fim de semana. Combinamos de sair

no Sábado. Chegado o dia, fechei a loja e fui buscá-la. Saímos, fomos a uma balada de rock em pinheiros. Na volta, fomos ao motel. Diferente da vez anterior, ela estava toda fogosa comigo desta vez.
Chegamos lá, entre beijos e amassos, ela viu na cabeceira da cama aquelas fantasias que os motéis costumam colocar para que o freguês possa comprar. Tinha uma de enfermeira, ela me pediu para comprar para ela, pois me faria uma surpresa naquele momento. Falei para ela abrir então e vesti-la. Ela pegou,  foi ao banheiro, tomou um banho e pôs a roupinha de enfermeira. Detalhe é que ela passou um perfume daqueles que vendem em Sex-Shop, que promete deixar o parceiro " fortemente atraído". Saiu de lá pronta e começou a fazer a brincadeira em cima da personagem da roupinha. Enfim, ela se portou de uma maneira comigo naquele dia que jamais ela se portou.  Ela estava tal qual uma puta, me deu sexo selvagem gostoso a noite toda, fizemos coisas aquele dia que não tínhamos feito em mais de 3 anos de namoro. Realmente ela estava muito diferente. Acordamos, ela levou a roupinha para ela, a deixei na sua casa e eu fui para a minha loja, todo feliz pela noite que eu tinha tido. 
Durante a semana, teve um dia, acho que era uma quarta-feira, que ela me ligou e pediu para buscá-la no trabalho quando eu fechasse a loja para a gente tomar umas. Topei e à noite eu fechei a loja e fui me encontrar com ela. Estávamos no barzinho, conversando, quando ela me perguntou o que eu havia achado dela no dia que fomos no Motel. Eu lhe disse que foi ótimo, muito bom, ela fez tudo o que um homem gosta que uma mulher faça para ele. Ela me perguntou se eu não achei que ela tinha se portado como uma vagabunda, se não passaria a impressão que ela era uma puta se eu não a conhecesse. Eu disse que não, nada a ver. Mas perguntei a ela o porque dela estar falando sobre aquilo, fazendo essas perguntas. Ela me disse que havia comentado com umas amigas no seu trabalho a respeito e uma delas lhe disse que isso que ela havia feito comigo no motel passa uma imagem de uma mulher vulgar, vadia. Por isso ela estava me perguntando. 
Mudamos de assunto, ficamos mais um pouco e fomos embora. Mas aquilo acabou ficando na minha cabeça, o fato dela fazer aquelas perguntas. Combinamos de sairmos na sexta ou no sábado do fim de semana que viria. 
Chegou sexta feira e tentei ligar no seu celular. Estava desligado. Tentei várias vezes e fiquei desesperado. Liguei na casa dela e a mãe me disse que ela havia viajado com umas amigas, iria passar o fim de semana fora. Quer dizer, ali eu me senti um lixo, pois ela nem deu bola pelo fato de ter termos combinado de sair no fim de semana e simplesmente sumiu sem dar satisfação. Fiquei o fim de semana todo tentando ligar para ela mas sempre dava caixa postal. Fiquei muito angustiado com tudo aquilo, estava totalmente perdido, cego, afogado nos meus sentimentos. 
Na segunda-feira ela me ligou.  Estava com um tom mais agressivo, reclamando comigo que fiquei ligando o fim de semana todo atrás dela sendo que não tínhamos mais nada. Disse que só queria vê-la apenas e lhe perguntei onde ela tinha ido viajar. Ela disse que na verdade não tinha ido viajar, mentiu para a mãe dela. Na verdade ela passou o fim de semana com o outro cara que ela havia se envolvido, na casa dele, que ele tinha brigado com a noiva e ela foi lá ficar com ele.
Fiquei abismado em ela me dizer tudo aquilo com aquela naturalidade, mas fiquei firme e não deixei transparecer isso a ela. Conduzi a ligação normalmente, desliguei. Depois eu juntei as peças do quebra-cabeça e me lembrei da transa que ela teve comigo no motel de forma incomum, me fez comprar a roupinha de enfermeira caríssima e depois me veio com aquelas perguntas quando saímos durante a semana no barzinho. Ela me usou como uma espécie de cobaia, fui um simples treino para ela ver a melhor forma de dar para o outro cara, sendo que ainda ela usou essa roupinha que EU paguei para dar para outro, vadia, filha da puta! Fiquei muito chateado com aquilo, fiquei imaginando que ela ficou o fim de semana todo dando pro Cafa, nem lembrando que eu existisse enquanto eu ficava ligando para ela que nem um otário. 
Pus na minha cabeça naquele momento que não iria mais procurá-la, que ia tentar esquecer ela. Tive uma ideia, então. Faltava uma semana para o carnaval e resolvi fazer uma viagem para tentar dar uma limpada na cabeça, uma espairecida em tudo aquilo. Resolvi ir para uma cidade do interior da Bahia passar uns dias por lá. Fui para lá, fiquei por uma semana. Nesse período eu caí em tentação e liguei para a Aline algumas vezes. E foi lá que, por curiosidade em ver o Orkut da Aline, que criei a minha conta. Acabei vendo a foto do cara que ela estava ficando. Era um sujeito extremamente magrelo, japonês e com cara de Mano Vida Loka. Ao ver a foto daquele cara me senti mais lixo ainda. Ser trocado por um imbecil daquele, puta que pariu.  Minhas bolas quase caíram naquele momento. 
Voltei de viagem e em seguida procurei a Aline. Liguei para ela e percebi que estava chateada. Lhe perguntei o que houve e ela me disse que tinha pedido as contas lá no seu trabalho, no telemarketing. Segundo ela, houve um desentendimento com uma supervisora de lá e ela não queria mais se submeter as ordens dela. Pediu pra sair, então. 
Com isso, minhas esperanças se renovaram. Seria mais um ingrediente para continuar a alimentar as minhas esperanças de reconquistá-la. Segundo a minha lógica na época, ela estando longe das amigas vadias que fizeram a cabeça dela e do cara que ela estava envolvida, ela voltaria a ser comigo como era antes e posteriormente voltaria para mim. 
Chamei ela para sairmos, nos rever após eu voltar de viagem. Ela topou.  Passei na casa dela a noite, a peguei e fomos para um barzinho tomar umas. Ela estava muito chateada por ter saído da empresa, pois além de ter ficado desempregada, perderia a faculdade que estava fazendo. A consolei, disse que logo ela arrumaria outro, que eu a ajudaria nisso. Nesse momento lhe pedi para voltarmos, colocar uma pedra em tudo que aconteceu e começarmos uma vida nova juntos. Ela disse que iria pensar no assunto, para irmos saindo, vendo como iria ficar. Fiquei chateado pela resposta dela, mas como ela não disse não eu criei com isso uma ponta de esperança de que pudéssemos voltar a ficar juntos como antes. 
Ela entrou em um processo meio que de depressão. O cafa que ela estava saindo provavelmente deu um chute nela. E somado a ter saído do emprego, faculdade, perdido contato com as amigas vadias, ela estava bem pra baixo, mal saía de casa. Foi então que eu arrumei um serviço para ela. Minha tia trabalha de forma autônoma prestando serviços à prefeitura. Não vou entrar em maiores detalhes, mas quanto mais contratos você fechasse, quanto mais você corria atrás, mais você ganhava dinheiro através de comissões. Ou seja, para a Aline seria uma boa, já que ela estava parada e seria uma forma de ela ganhar uma boa grana até ela arrumar algo melhor. Ela aceitou, pegou o material com a minha tia e começou a trabalhar nisso. Tinha que fazer visitas a lugares que fosse da prefeitura. Lhe dei dinheiro para pagar passagem. Tinha que fazer ligações aos clientes também. E como na sua casa ela vivia em pé de guerra com a mãe e a avó, ela não queria usar o telefone de lá e deixei que ela usasse a linha da minha loja. 
Mas ela não começou bem, não tinha conseguido muita coisa, estava desanimada. Foi então que eu lhe dei forças, palavras de incentivo e fui com ela durante uma semana fazer as visitas, fomos de carro. Por conta disso, acabei deixando o rapaz que trabalhava comigo sozinho na loja. Enfim, nessa semana que eu fui com ela, acabou que fechamos alguns bons contratos e ela ficou muito feliz e animada, me agradeceu muito. Num dia, voltamos para a loja e fomos almoçar. Durante esse almoço ela me disse que queria voltar a namorar comigo. Mas que era para eu ter paciência com ela, ela tava muito pra baixo e estava com alguns problemas ginecológicos também. E me prometeu que tão logo estivesse bem me daria muito sexo gostoso, que era só eu esperar passar esse mal momento dela. Fiquei muito feliz com isso. Voltamos ao normal, como éramos antes. 
Bom, por conta de eu estar saindo com ela de manhã para ajudá-la em seu serviço, como comentei eu deixava o rapaz sozinho na loja. E eis que o pior aconteceu naquele dia. Ele acabou sendo assaltado e tive um prejuízo de uns R$ 5.000,00 aproximadamente. Naquele momento até então eu não estava já em boa situação financeira. E isso veio a me prejudicar mais ainda. Parei então de ir com ela e dei dinheiro para a Aline pagar suas passagens quando fosse sozinha. Ela ainda foi algumas semanas, fechou um ou outro contrato, mas depois desanimou e saía só de vez em quando. Ainda sim sempre tirava uma graninha. 
Um dia ela me ligou logo pela manhã. Me disse que tinha tido uma briga feia com a mãe e que não ficaria mais lá. Ela estava indo ficar uns dias na casa da tia dela. Quando foi a noite, fui até lá onde ela estava agora, na sua tia e conversamos. Ela me disse que iria arrumar um local para morar sozinha, pois segundo ela, o que ela ganhava de comissão nesse trabalho que ela estava com minha tia daria para ela manter. Eu me dispus a ajudá-la a procurar a casa, iria lhe ajudar no que fosse necessário. E, após muito procurar, achamos uma casa simples, R$ 500,00 de aluguel.
Só que teria que dar 3 meses de depósitos adiantado, ou seja, R$ 1.500,00. Eu dei essa grana mesmo eu não podendo, acabei tirando dinheiro da loja que não devia. E isso me deixou bem apertado naquele momento. Mas fiz pensando com aquilo em morarmos juntos. E foi o que acabou acontecendo. Eu fui lá dormir com ela 1,2,3 dias seguidos e ela me disse para morar lá com ela de vez. Só sei que com isso, em menos de dez dias eu comprei toda a mobília/eletrodomésticos necessários.
Gastei mais dinheiro ainda do que podia. Isso porque antes, umas semanas antes eu já tinha pago uns R$ 800,00 num loja de departamentos no shopping para pagar uma dívida antiga dela e limpar os eu nome. E o meu continuava sujo, cheio de dívidas que eu já estava ficando. 
Por conta desses gastos, a minha situação na loja já estava ficando crítica. Tive que dispensar meu funcionário e vender meu carro para corte de despesas. Minha jornada na loja, sem meu funcionário, era integral. Ou seja, trabalhava das 7:00 da manhã até as 21:00 de segunda a sábado e domingo das 8:00 às 13:00. Ou seja, virei um escravo por conta disso. 
O trabalho que ela tava com minha tia ela abandonou de vez e ficava o dia todo sem fazer nada. Alternava entre ficar na nossa casa ou ficar na casa da mãe/vó dela (é isso mesmo, depois ficaram de bem de novo).Pedi para que ela me ajudasse na loja. Ela disse que iria começar a ir na parte da tarde. Mas ia muito tarde (quando ia), chegava por volta das 17:00.
O sexo era praticamente zero. Além de eu chegar em casa morto de cansado todos os dias, já tomava banho, comia alguma coisa e apagava na cama. Nas vezes que eu tentava, na maioria das vezes ela recusava, alegava que ainda tava com dores no útero, vivia falando que ia no ginecologista mais só enrolava. Nas raras vezes que começava a rolar ela "sentia" as dores que falava e parava ali mesmo. Ou seja, éramos quase dois irmãos praticamente. 
Com o tempo ela não fazia mais porra nenhuma dentro de casa. Como ficava o dia inteiro lá, podia pelo menos cumprir as obrigações mínimas de uma dona de casa, que seria fazer uma comida, lavar a minha roupa, limpar a casa. Comida ela nunca fez. Eu tinha que levar quase todos os dias algum congelado ou pedir pizza, esfiha, fazer miojo. A minha roupa ela jogava na máquina e do jeito que lavava, bem ou mal, ela tirava e não passava. Se eu quisesse roupa passada tinha que eu mesmo fazê-lo. A casa ela até limpava, mas só de domingo e com isso aquele maldito cachorro (o Benny, isso mesmo,

ela levou ele também) enchia a casa e a minhas roupas de pêlo. 
Por conta disso tudo, estava bastante gordo e andava já parecendo um mendigo por conta das roupas velhas, surradas, amarrotadas que vestia. Bom, nisso já estávamos na metade do ano. Estava chegando o dia dos namorados. Eu resolvi fazer uma surpresa para ela, na verdade para nós dois curtirmos. Mesmo muito apertado, fui em uma agência de viagens perto da minha loja e fechei um pacote romântico no valor de R$ 1.500,00. O pacote era um passeio de 1/2 hora por São Paulo. Desceríamos em seguida em um hotel de luxo no qual teríamos um jantar a luz de velas e uma noite numa suíte bem bacana.
Na verdade, queria também que rolasse uma noite perfeita e com muito sexo. Chegou o dia eu avisei a ela que tinha uma surpresa, que era para ela se arrumar. Nos arrumamos e fomos para o local em que estava o helicóptero. Chegando lá ela ficou muito feliz com a surpresa, ela sempre quis fazer um passeio desse. Voamos por meia hora, realmente é um passeio muito legal de se fazer, ainda mais a noite, São Paulo vista de cima é muito bonita. Pousamos no hotel, realmente era um puta hotel mesmo, de luxo. Descemos, fomos para o restaurante. Chegando lá, eu informei a ela que teríamos o jantar e a pernoite. Ela não quis jantar, disse que eu agi errado em não avisá-la, pois ela não estava devidamente trajada. Eu disse que tudo bem e fomos para o quarto.
Pensei comigo: "hoje rola um sexo gostoso". Errado!! Chegamos no quarto, ela ficou deslumbrada com tudo o que tinha lá. Tiramos a roupa, mas ela quis ficar na banheira. Ficamos, mas ao tentar algo a mais ela evitava. Saímos de lá, nos enxugamos e fomos para a cama. Ela voltou para o banheiro em seguida e ficou secando o cabelo. Estava já frustrado e liguei a TV, comecei a ver uns programas sobre a Copa 2006 (era época da Copa) e acabei dormindo.
No dia seguinte, acordamos, eu estava puto de não ter rolado nada e a deixei em casa. Fui trabalhar bem chateado por ter gasto uma puta grana para nada. 
Bom, nos meses seguintes ela começou a ter mais contato com a prima dela, a Bruna (nome fictício). Ela começou a ir na casa dela, ela vinha na nossa. Nisso, já estávamos na época de Natal. Eu estava praticamente em processo falimentar na minha loja. Estava com boletos atrasados, estava com baixo estoque de mercadorias. Estava tirando coelho da cartola para manter a loja de pé e ainda manter a casa. Mesmo assim resolvi fazer a Ceia de natal em casa, chamamos a família dela e meus pais. Ela ganhou da avó dela um computador, coisa que era um sonho para a Aline e estava se realizando naquele momento. 
Nisso estamos agora já no começo de 2007. Por conta do computador, se ela sem ele já não fazia porra nenhuma e mal me ajudava na loja, com ele ela praticamente largou mão de tudo de vez. Seu contato com a sua prima Bruna era cada vez maior. Marcaram de ir sábado em uma balada. "Me convidei" para ir, mas ela me disse que era um rolê só de mulheres, que eu devia fazer o mesmo, sair com meus amigos. Nisso ela foi, dormiu na casa da Bruna e no domingo foi para a casa da mãe dela. Eu fechei a loja e passei em seguida para buscá-la por lá.
Por conta do computador em que ela ficava direto, ela localizou todos os contatos dela da época do telemarketing, através do Orkut. E paralelo a isso, seus rolês com a Bruna se tornaram constantes. Muitas vezes eu ia para o apartamento de um primo meu ou ia para a casa da minha mãe. 
Teve um fim de semana que foi foda. Ela marcou um churrasco em casa com algumas amigas dela da época de telemarketing e fez eu comprar tudo, carne/bebidas. O fiz e chegou no domingo, pela manhã, antes de eu ir para a loja, ela veio conversar comigo. Me disse que não era para eu aparecer por lá enquanto tivesse rolando o churras, pois além de ter só mulher lá ela havia mentido para as amigas que morava sozinha, que estava trabalhando e ganhando bem. Típica coisa de mulher que quer fazer inveja para as amigas, não ficar por baixo. Eu fiquei chateado mas aceitei. Fui trabalhar e quando deu a hora de fechar a loja, fui para a casa de meus pais em seguida. 
Almocei e dormi, iria esperar ela me ligar. Quando ligou, já eram quase 20:00 hrs e fui para lá. Quando cheguei e fui trocar de roupa, tomei um susto. Abri o guarda roupa e a minha parte estava vazia. Lhe perguntei e ela me disse que tinha colocado tudo num saco e escondido num quartinho que tinha fora de casa, para as amigas delas não perceberem que ela não morava só. Achei muito humilhante aquilo, minhas roupas todas num saco e lixo por conta de um capricho débil e imbecil dela. 
Nisso já estávamos chegando a o meio do ano. Nessa época ela inventou de fazer a tal de escova progressiva, daquelas que usam formol. Por coincidência, um dia antes dela fazer saiu uma notícia de uma mulher que havia morrido por conta do excesso de formol na escova que tinha feito. A Aline fez e horas depois começou a sentir mal, mais por causa da reportagem do que sentir algo mesmo. Só sei que eu fiquei várias noites dormindo pouco, tudo graças a ela me torrando o saco querendo ir ao pronto-socorro/casa da mãe dela, vivia achando que estava passando mal.
Bom, mas mesmo assim ela estava bem afinada em sua a amizade com a Bruna. A Aline andava muito estranha ultimamente. Apesar desse problema que mencionei, ela andava muito cheia de alegria, vivia na internet com a prima, viviam marcando rolês. Uma semana eu decidi com ela, numa quinta, que iríamos sair no sábado a noite, pois fazia muito tempo que não saíamos. Ela aceitou meio a contra gosto, mas topou.  Chegou o sábado, eu tinha pedido para um primo meu ir para a minha loja ficar lá para eu poder descansar e sair numa boa a noite com a Aline. Fui para casa, isso eram umas 10 hrs da manhã. Cheguei, ela estava na internet, como sempre. Tomei um banho e avisei para ela que iria dormir, descansar para a gente sair a noite e eu não estar cansado. Fui deita, quando percebi que ela estava ao telefone com a prima. Só que ela conversava cochichando, para eu não ouvir a conversa dela na sala estando no quarto. Resolvi averiguar. Quando entrei na sala ela rapidamente disfarçou e começou a falar normal. Achei aquilo estranho e de repente me bateu um raro momento de racionalidade. 
Ela estava falando com a prima, mas de outro cara que ela supostamente estava se envolvendo, saindo e eu não tinha me ligado até então. Me levantei, me arrumei e saí de casa que nem um foguete, sem me despedir dela. Fui para a loja, eram umas 14:00 hrs, iria fechar. Cheguei e dispensei meu primo. Comecei a analisar tudo o que estava me acontecendo, passou um filme de tudo o que tinha acontecido desde o primeiro dia que conheci a Aline. 
Vi que estava sofrendo muito dentro daquela relação, que entre sofrer dentro ou fora, tinha que optar pela segunda opção, pois pelo menos tinha a chance de esquecer e ter vida nova. E assim decidi. 
Liguei para a minha mãe informando que estava saindo fora da Aline, que a partir daquele dia iria voltar para a casa de meus pais. Fechei a loja e fui para casa. 
Chegando lá, a Aline estava na cozinha e disse a ela que precisávamos ter uma conversa muito séria. Sentamos e lhe disse que não dava mas, que eu iria arrumar minhas coisas e iria embora para a casa de meus pais. Ela começou a querer fazer chantagem emocional, joguinho, mas quando viu que eu estava irredutível ela entrou em desespero. Começou a chorar, a dizer o que seria dela sem mim. E eu continuei batendo o pé, estava realmente decidido a terminar com aquilo. Aí, ela começou a apelar. Se ajoelhou aos meus pés, abraçou minhas pernas, implorou para que não fizesse isso. 
Não recuei, lhe disse que não queria mais aquela situação para mim. Lhe disse que nem sexo a gente não tinha fazia tempo. Ela me disse em seguida: "Tá bom, então, nós vamos transar, eu prometo. Vamos lá no quarto agora, Conde, vou te dar sexo bem gostoso!". Só olhei para a cara dela, me afastei, arrumei as minhas coisas e fui embora. Lhe disse que no dia seguinte passava lá para pegar mais algumas coisas. Cheguei na casa de meus pais e lhe contei a novidade. Eles se mostraram solidários a mim e felizes. Minha mãe me disse que rezava todo dia para que eu largasse a Aline e voltasse para casa.
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