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Gabriel Paz
MENSAGENS : 12

REPUTAÇÃO : 10

[TEXTO]Relato do Conde do monte cristo. Pt 2.

em 7/4/2018, 23:15
CONTINUANDO... 
(Parte 2) -A Decadência por Conde de M. Cristo em 03 Nov 2011, 13:17

Início de 2005, começo em meu novo negócio. Contratei dois funcionários, uma moça para ficar no caixa e um cara que seria atendente. Foram duas pessoas que já conhecia de longa data e me passavam muita confiança. Mais tarde, iria ter uma grande decepção e dor de cabeça com um deles.
Pois bem, trabalhava em ritmo forte, exaustivo, todos os dias, por volta de 12-14 horas. Não vou negar que nesse início eu tinha um bom retorno financeiro mas estava sendo muito cansativo e estressante.
A Aline novamente estava desempregada, tinha saído do consultório. Sendo assim, eu a estava ajudando em algumas despesas dela pessoais. Ela começou a mostrar outra face dela, o comodismo e a preguiça. A vagabunda ao invés de, um dia após ter sido demitida já correr atrás de emprego, ficava na casa dela sem fazer porra nenhuma, esperando cair um emprego do céu no seu colo.
Mas, pior que, do nada, após um contato de uma amiga dela, ela conseguiu um emprego em uma cooperativa, ela seria recepcionista. Ela era uma gastadora compulsiva, pois além de gastar com suas futilidades, tinha também os gastos inúteis do cachorro (o Benny).Torrava toda o salário e mais a grana do vale transporte/vale refeição. E o pior é que ela não ajudava em nada dentro da casa dela, pelo contrário, vivia reclamando da mãe/avó dela, claramente sem motivo, e isso porque elas a ajudavam.
Nem precisa lhes dizer para quem sobrou dar o dinheiro da passagem e alimentação para ela, não é? Isso, EU mesmo. Inclusive teve uns dias em que ela iria sair tarde para almoçar e perto do serviço dela os restaurantes a essa hora não estavam mais servindo almoço. E ela, sem a menor cerimônia, me pediu e eu saía do meu comércio e ia levar marmitex até lá para ela por vários dias, isso mesmo. Saía aqui da Zona Sul de SP para levar rango para ela lá na Liberdade. Eu estava completamente cego e ela cada vez mais colocando as manguinhas de fora e me fazendo comer em sua mão.
Continuávamos na mesma rotina, só que agora, devido ao meu ritmo na loja, praticamente não saíamos mais, eram raros esses momentos, passando os fins de semana em casa vendo filmes e transando apenas. Já havia engordado tudo de novo o que havia

perdido no ano anterior e mais um pouco, por conta do meu trabalho e acomodação/relaxo de minha parte. Tava bem gordo mesmo. E assim se seguiu até Junho daquele ano. No dia dos namorados, fomos a um barzinho, o mesmo em que a tinha pedido em namoro e dado a aliança de compromisso. Estava passando um jogo no telão, Corinthians x River Plate pela Libertadores e o local estava cheio. Nisso, na mesa ao lado da nossa tinha uma turma com umas garotas histéricas, que gritavam e berravam o tempo todo. Aquilo estava me deixando nervoso e logo a Aline percebeu, mas ao jeito dela. Me perguntou se eu estava olhando para as garotas. Eu lhe disse que elas estavam me incomodando com todo aquela gritaria desnecessária. Mas, mesmo assim, ainda discutimos de leve um pouco, ficamos mais um pouco ali e fomos embora. Chegando em casa ela me fez uma surpresinha, vestida com uma lingerie diferente, transamos rapidamente, e eu por estar muito cansado, dormi em seguida.
No dia seguinte nós acordamos e ela estava diferente. Se arrumou rapidamente e eu fui levar ela ao seu serviço, como sempre fazia às Segundas-Feiras. Ela estava muito mal humorada, reclamando que meus pais não gostavam dela, que ela não estava gostando muito desse negócio de todo o final de semana ficar na minha casa. Eu lhe disse que não tinha nada a ver, meu pais gostavam dela sim (em partes, pois eles me diziam que não gostava muito do jeito dela, para eu ter cuidado e ficar esperto) e que eu iria me esforçar para podermos sair mais. Na verdade eu tinha muito medo de perde-la, maquiava situações, fazia vistas grossas para outras. O meu apego a ela cada dia mais era maior, por isso que eu fazia todas as suas vontades, a mimava desse jeito, movido por esse sentimento débil que eu tinha. A deixei no seu trabalho e fui para o meu em seguida.
Mas ela durou muito pouco nesse emprego, acho que uns três meses apenas, por ela estar insatisfeita com o mesmo e de certa forma com razão. Só que, antes dela pedir as contas, começou a ver outro serviço. Acabou encontrando um de operadora de telemarketing. Com o novo emprego garantido, ela pediu demissão na cooperativa e seguiu rumo a sua nova ocupação.
Fiquei muito feliz por ela ter conseguido, ainda mais que ganharia melhor, teria uma série de benefícios e carga horária menor. Mal sabia eu que seria o começo de minha ruína financeira e psicológica e a faria mudar completamente de comportamento.
O prédio em que ela começou a trabalhar como operadora de telemarketing se localizava próximo do antigo emprego, também na Liberdade. Ela, antes, fez o treinamento que durou, se não me engano, uma semana. Eu ia levar e buscar ela todos esses dias. Depois ela começou a trabalhar. Um dos benefícios que ela tinha disponível era fazer uma faculdade dentro do próprio prédio em que trabalhava, graças a uma parceria da empresa com uma faculdade bem conhecida. E assim ela fez, começou a fazer a faculdade que seria após ela sair do seu expediente, se não me engano, das 19:00

até as 22:00. Como eu só a buscava lá nas sextas-feiras e de vez em quando durante a semana, era comum ela chegar em casa quase meia noite.
Ela estava bem feliz e satisfeita com o novo emprego, embora o ritmo dela estivesse bem puxado. Me falava das novas amizades que havia feito, em especial uma garota, de nome Andréia (nome fictício) que era outra vadia baladeira pinguça e que vivia sofrendo por conta de um Cafa.
*Observação: Lembrando que telemarketing é o maior antro de concentração de vadias, pederastas e cafas por m². Se alguém aqui estiver namorando ou for namorar uma garota que trabalha nesse meio, fiquem bem alertas com ela, com os dois pés atrás. Ou simplesmente comam e caiam fora, não assumam compromisso com vadias desse meio, pois a chance de chifres é de praticamente 100%.
Com o tempo ela começou a de vez em quando, durante a semana, entre segunda e quinta(quando não eram os dias de estarmos juntos), a freqüentar alguns happy hours da empresa e da faculdade. Eu não me opunha, pois sempre fazia o mesmo com meus amigos durante a semana, sempre depois do meu expediente saía para algum boteco para tomar umas com eles. Só que depois, teve algumas sextas em que ela ficava bebendo com as amigas ou com a Andréia e iria por conta própria para minha casa ou me ligava para busca-La. Teve um dia que ela saiu mais cedo, foi tomar umas com a Andréia e chegou na minha loja antes de eu fechar. Ela estava um pouco bêbada, fiquei puto com ela por causa disso, a empurrei para fora da loja e a mandei embora pra casa dela. Ela saiu chorando e foi para o ponto de ônibus. Fiquei angustiado e arrependido por ter feito isso. Fechei a loja e a vi no ponto ainda. Fui lá e pedi desculpas a ela por a ter tratado mal. Ela me falou um monte, me chamou de insensível, grosso, mal educado. Aceitei tudo, ela me desculpou e fomos para a minha casa, e, obviamente, não teve sexo.
Com o tempo eu comecei a perceber que ela estava mais fria e distante comigo. O sexo já não era mais o mesmo, tanto na quantidade como na qualidade. Se antes transávamos na sexta, sábado e domingo, agora eram dois ou apenas um desses dias. Ela inventava motivos diversos como problemas no útero, dor de cabeça, intestino preso, cansaço para não transarmos.
Eu já estava ficando preocupado com isso. Pensei em o que eu deveria fazer para melhorar aquela situação. Comecei a ser mais romântico com ela. Lhe mandei tele-mensagens, mandava buquês de rosas gigantes e caríssimos. Lhe dava bombons e bichos de pelúcia. Comecei a fazer visitas surpresas a ela no serviço, na intenção de agradar, mostrar que queria vê-la, estar ao lado dela. Percebi que quando fazia isso, a visita surpresa, ela não gostava muito mas disfarçava. Teve um dia que ela não disfarçou sua raiva, me disse que quando eu fosse lá que a avisasse pois ela poderia ter marcado alguma coisa com as amigas e eu iria acabar voltando sozinho. E foi o que acabou acontecendo. Teve um dia em que ela me ligou pela

manhã, conversamos normal, o de praxe. No meio da conversa ela me disse que estava com muita vontade de comer um bolo de chocolate bem recheado/cobertura.
Aí, nesse momento, acendeu a lâmpada na minha cabeça. Tive a “brilhante” ideia de comprar um bolo assim, mas não em padaria e sim naquelas docerias caríssimas em que um brigadeiro pequeno custa R$ 10,00. Acho que paguei no bolo inteiro uns R$ 50,00 e fui lá, novamente de surpresa levar a ela o bolo. Quando ela saiu, estava junta com a Andréia que eu já havia conhecido. As cumprimentei e percebi a cara de bunda das duas. A Aline me chamou de canto e me perguntou o que que eu estava fazendo ali sem avisá-la, sendo que ela havia me avisado sobre isso, ela estava indo na casa da Andréia e não poderia sair comigo. Eu, bem sem graça, chateado e murcho lhe disse que fui levar o bolo para ela, no qual ela havia me dito que estava com vontade de comer. Ela ficou sem graça e acho que com pena de mim, me deu um beijo e falou que não precisava se incomodar e aquela coisa toda. A amiga dela já estava a apressando, ela pegou o bolo, me deu um beijo, se despediu de mim e foi com a Andréia.
Naquele dia voltei para casa muito chateado, triste, quase chorando dirigindo, semelhante aquela cena final daquele filme “O último americano virgem” por conta dela me tratar assim feito um lixo, sendo que eu estava fazendo de tudo por ela, sendo bom, prestativo, carinhoso, fiel e romântico. Não estava entendendo mais nada, minha cabeça estava completamente confusa com tudo aquilo que ela estava fazendo, essa mudança brusca de comportamento. Não sabia mais o que fazer.
Bom, seguindo o relato, dias depois ela me disse que a Andréia iria fazer uma tatuagem e que ela iria aproveitar e fazer uma também. Eu fiquei meio contrariado, mas não demonstrei isso a ela com medo de sua reação e lhe apoiei a fazer. O problema é que era longe pra cacete o local do estúdio, se não me engano era em Pirituba e no dia seguinte, cedinho, umas 7:00 hrs, eu fui as levar lá. Demorei a achar o local, naquela época não existia GPS e tive que me virar com o guia mesmo. Mas, enfim, encontrei o local e as deixei lá.
Ela me disse que assim que estivesse pronta a tattoo, me ligaria para buscá-La. Fui dali imediatamente para a minha loja. Passou o dia inteiro e nada dela ligar. Um pouco antes de eu fechar a loja, por volta de umas 21:00 hrs, eu resolvi ligar para ela. Me disse que a tattoo da amiga dela estava feita e que estava acabando a dela agora, mas que eu poderia já ir pra lá. E assim eu fiz, do trabalho fui de novo até aquele fim de mundo. Saí da loja umas 21:00 e cheguei lá pouco mais das 22:00.
Quando entrei no estúdio estava ainda sendo feito a sua, no ombro, um desenho não muito grande. Como estava cansado, lhe disse que iria esperar no carro. Acabei dormindo e acordei, pouco depois, com ela batendo no vidro para irmos. Nisso já eram mais de meia noite e,primeiramente, fui deixar a amiga dela na Zona Leste. Em seguida

ela me pediu para passarmos em uma farmácia para comprar aquelas pomadas que passam na Tattoo. Fui, comprei e rumamos para a minha casa. Chegamos em casa eu ainda tentei, mesmo cansadão, fazer sexo com ela, mas ela prontamente se negou com a desculpa que a Tattoo estava doendo e ela estava indisposta. 
Nisso já era fim de ano. Estava muito apertado na minha loja, algumas contas estava pagando com atraso. Fiz muitas besteiras por conta de querer agradar ela, como trocar de carro apenas para ter um melhor mesmo sem ter condições para isso, gastava com presentes e demais mimos com ela. Mas também porque o meu funcionário que era atendente estava me sacaneando desviando mercadorias. E não foi pouco. Só fui descobri todo o esquema dele bem depois, quando ele já tinha me pedido as contas e ido embora de São Paulo. Me rendeu um prejuízo aproximado de uns R$ 15 mil. O pior que eu não tinha como provar, embora eu tivesse certeza quando fui fazer o balanço das mercadorias e muitas quantidades não batiam, sempre faltava. Estava para entregar o ponto e comecei a ver outras coisas. 
Mas o pior para mim nem seria isso. A Aline estava ultimamente com o comportamento cada vez mais estranho. Evitava a todo custo fazer sexo comigo e quando o fazia era de forma rápida e de má vontade. Os nossos fim de semanas juntos foram drasticamente reduzidos. Se antes ficávamos de Sexta até Segunda de manhã juntos, ultimamente estava sendo Sábado a noite até Domingo a noite. E ela começou a sair com as amigas praticamente toda quinta e sexta, para desespero meu que ligava em seu celular e estava sempre desligado. Ligava para a casa da mãe dela que ficava chateada com a situação e não sabia onde ela estava. Sempre estava chegando por volta de 1:30 da manhã nesses dias. 
E eu achando que estava tudo bem, que ela tinha que sair com as amigas e eu sair com meu amigos. Achava que essa fase ruim nossa era passageira, que o amor que a gente sentia um pelo outro era grande e iria superar essa crise. Ledo engano, quão bobo, trouxa, otário e ingênuo eu era. 
Um dia a situação se tornou insustentável e, num sábado que ela não quis vir para casa eu liguei para ela tirando satisfações, perguntando o que estava acontecendo. Ela, então me disse que não dava mais, que ela queria ficar um tempo sozinha, que eu estava sufocando ela. Entrei em desespero, quase chorando, pedi a ela para que não terminássemos, que eu iria melhorar, não iria ser tão grudento, que iria respeitar mais a vida pessoal dela, que iria fazer de tudo para que em breve fôssemos morar juntos, que ela me desse mais uma chance. De tanto eu insistir ela acabou voltando atrás e não terminamos. Muito tempo depois eu iria me arrepender amargamente de não ter terminado tudo ali e recomeçado minha vida, que ali o destino estava me dando uma grande chance oportunidade de sair daquela merda toda mas não consegui enxergar isso naquele dia. Teria me poupado muito tempo, dinheiro e sofrimento.

Nisso, empurrando com a barriga, passamos o fim de ano juntos, na minha casa, com meus pais. Diferente de outros anos, meus pais já não tinham a mesma empolgação com a Aline, acho que já percebendo a forma que ela me tratava e eu não enxergava. Minha mãe fez um jantar, comemos. Subimos para o meu quarto e deitamos na cama e em seguida transamos, mas, mesmo assim ela estava se comportando de uma forma muito diferente. 
Ela estava triste, distante, fria. Em seguida, mais tarde, depois da meia noite e virada de ano, apareceram lá em casa o Vicente e a Lívia. Ficamos nós quatro lá fora conversando e de repente as duas se afastaram de nós, eu e o Vicente, para, segundo ela, “falar de assuntos de mulheres”. Não engoli essa e embora não estivesse ouvido o teor da conversa, percebi que nesse angu tinha caroço.
Chegamos a 2006 e eu tinha passado o meu ponto comercial para frente. Dias depois apareceu uma ótima chance que um amigo de meu pai estava propondo. Um ponto em um local excelente, uma área nobre de SP por um aluguel bem baixo. Isso ele fez por conta de que os anteriores ele cobrou um valor alto e sempre acabava tomando calote e falindo o ponto. Ele só o fez pra mim pela amizade de muitos anos com meu pai, pela confiança. 
E assim eu iniciava na outra loja, com um funcionário apenas que contratei, um rapaz novo, de uns 19 anos, sem experiência anterior, mas muito esforçado, correto, com interesse em aprender e que me ajudou muito por lá. E assim se seguiu.  Consegui em alguns meses sanar o prejuízo que tive na loja anterior e comecei a levantar bem o ponto, deixando bem repleto de mercadorias, sem deixar faltar nada, o tornando, em pouco tempo, um dos melhores da região. 
Voltando ao meu relacionamento, a Aline continuava com o seu comportamento. Um dia, ela foi até a minha loja esperar eu fechar porque iríamos sair junto com o Vicente e a Lívia para um barzinho. De repente, lá na loja o celular dela toca. Era a Andréia, a sua amiga do serviço. No meio da conversa eu escuto ela dizer para a Andréia: “Ah, tá indo, né amiga, você sabe como que é isso. Eu olho assim, não tem nada a ver. Mas não sei te explicar, mas é forte, do balacobaco!”
Ali eu fiquei alerta e percebi que tinha outro na jogada, foi nítido que ela estava se referindo a algum cara que ela estava saindo. Tirei satisfação com ela, ela disse que não era nada demais, que eu era muito desconfiado e ciumento, não tinha nada a ver.
Eu estava puto da vida com aquilo, por mais que ela explicasse e jogasse a culpa em mim, eu não tirei da cabeça que ela estava com outro. Fechei a loja, fomos buscar o Vicente mais a Lívia e chegamos ao barzinho. Eu mudei meu comportamento com ela, estava agressivo, fumava um cigarro atrás do outro, bebi pra cacete, tomei todas. Além de palavras agressivas, comecei a jogar indiretas nela. Teve uma hora que ela foi ao banheiro com a Lívia e o Vicente me perguntou porque eu estava assim tão diferente e revoltado.
Eu disse a ele que o meu problema era com a Aline apenas, que ele e a Lívia não tinham nada a ver com aquilo, pedi até desculpas a ele por conta disso. Na hora de voltar para casa, voltei dirigindo que nem um imbecil retardado, em alta velocidade e dando freadas bruscas, tudo isso para expressar a ela minha revolta com tudo aquilo que ela estava fazendo. Ela já estava chorando muito a essa altura, não esboçava nenhuma reação. Meu amigo no banco de trás me pedia para ir mais devagar enquanto a Lívia tentava acalmar a Aline. Quando chegamos na casa do Vicente, onde ele iria ficar com a Lívia, a Aline desceu do carro, tirou a aliança do seu dedo e jogou no chão, dizendo que eu era um louco, que ela não gostou nada de eu ter feito aquilo e que estava tudo terminado entre nós, de forma definitiva. Fui pra casa chorando, arrependido do que tinha feito e fui dormir.
No dia seguinte, tentei entrar em contato com ela mas não consegui. Liguei então para o Vicente perguntando sobre ela. Ele me disse que não ficaram ali, que ela foi dormir na casa da Lívia e que estava lá. Liguei para a Lívia e ela me disse que a Aline não estava mais lá, tinha ido para a casa dela e que não queria falar comigo. Entrei em desespero, liguei na casa dela e a avó disse que ela não estava. Desisti e a noite, quando fechei a loja, passei na casa do Vicente. Lhe disse tudo o que estava acontecendo entre eu e a Aline, que não estava entendo tudo aquilo, que a minha reação na noite anterior foi meio que uma revolta com tudo isso.
Ele então me abriu o jogo. Me disse que a Lívia tinha lhe dito que a Aline estava ficando com um cara da empresa dela já fazia alguns meses já. E que ela estava totalmente apaixonada pelo cara, que estava chateada por ele não largar a noiva que ele tinha para ficar com ela. Ela era apenas um caso dele, um rolo, uma amante. Mas ela estava disposta a fazer tudo para que ele ficasse com ela. Até para simpatias/magias de amor ela estava apelando. E ele me disse que ela estava ainda comigo por conta de, caso não dar certo o lance dela com o amante ela me ter como carta na manga. Ela me via como uma espécie de "porto seguro".
Aquilo tudo caiu como uma bomba na minha cabeça. Agora eu pude entender tudo o que estava acontecendo, todas as minhas dúvidas anteriores estava sanada com essa revelação que o Vicente me fez. Por isso ela estava fria e distante comigo, me dando migalhas de sexo e atenção e com muita má vontade ainda. Por isso ela chegava tarde de seus “happy hours”, desligava o celular durante a semana, se irritava a toa comigo. Era sobre ele que ela se referiu ao telefone naquele dia, na minha loja, com a Andréia. Enfim, a partir daquele momento, tudo começou a fazer sentido, as peças do quebra-cabeça se encaixaram todas na minha cabeça. 
No dia seguinte tentei ligar para ela e não em atendeu.  Liguei para a mãe dela, e ela me disse que ela tinha ido para o trabalho e que de lá iria para a casa da Lívia dormir por lá. A noite quando fechei a loja, fui na casa da Lívia e a Aline estava lá. Chamei ela e fomos conversar dentro do carro. Lhe tirei satisfações, lhe disse que já sabia de tudo. Ela começou a chorar e disse que a culpa era minha, que o nosso

namoro havia caído na rotina, que não aguentava mais ir para casa de meus pais, que eu estava trabalhando demais e vivia cansado, que eu não lhe dava mais atenção. E que definitivamente estava tudo acabado, que ela iria viver a vida dela. 
Eu,  resignado e triste com tudo aquilo, fui embora para casa, sem rumo e perdido na minha vida com toda aquela desilusão. Me perguntava onde eu havia errado, me julguei um merda por achar que não tinha sido homem suficiente com ela e que por isso ela se interessou por outro. Ou seja, estava assumindo uma culpa que não era e nunca foi minha. Estava totalmente submerso na Matrix, com uma bigorna amarrada em cada perna.
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